sexta-feira, 1 de junho de 2012

Arrepio

 De fato a aula de Química hoje estava totalmente desinteressante, não da ausência de conteúdos com abordagens significativas, mas sim da minha mente possuir um pensamento superior que não permitia o fluxo de conhecimentos .
  Estava frio, de 2:00 pm até 7:00 pm navegando em seus braços . Primeiro nos encontrávamos em uma praia deserta, em luz refletida pela lua, e olhos lacrados e beijos estampados. Depois era cinema, carro e até no banheiro da lanchonete estava, todavia o que mais me interessou foi este:
 Biblioteca, silêncio, 3 pessoas sentadas no andar térreo, ela estava lá, em cima, organizando os livros que havia pego, sua face concentrada, seu olhar fixo a comparação de letras de ordem alfabética dos livros e estantes.
 Eu a observava de longe, o corpo magro, cabelos longos postos de lado, óculos comuns, mãos finas delicadas, pele intocável, corpo com uma secantes e tangentes perfeitamente postas, seus olhos castanhos  redondos.
 Por algum motivo o rapaz a amava.

-Lílium...- Sussurra em pés de ouvido da garota.
-Ah?- ela suspira....- Lucas?-
-Sou eu Lilium-  vira-se para ele.
- Aqui não Lu...-
-Desculpe, mas é que, Eu queria...- ele  a olha com suas pálpebras baixas, vasos da face dilatados.- queria...- se aproxima dela.
-Ah?- ela se afasta, até como uma presa é cercada por prateleiras de livros. -Lucas-
sussurrando - Lilium... Sabes que...-
-Não posso Lucas... não posso ficar contra aos meus "ensinamentos"- afasta-se dele.
-Não me importo com eles...- puxa-a e entre lábios compartilha o desejo febril, e pele tépida dela.
-Lucas...- suspira, o livro que adormecia em seus braços cai...- Lu...cas... não...-
-Lilium... va...mos- mãos apertam... braço delicados...
-hum... luc...- o chão derrubam-os.-não.. hu...-
-Lilium...- desmancha vestimentas.
- N... Não... Luc... AH!- Sons com a frequência mais intensa...
-Lilium abaixe... sua voz...- segura-a pelos punhos... -eu sei.. que queres-
Ela esconde a voz, e a face dilatada...
- Mas... não precisava ser assim...-
-Desculpe...- permite a liberdade dos punhos dela e  a observa.
- tudo bem...- suas pálpebras compre os olhos e vira-se a ele... sim... ela espera...- Ham... hum...- fecha os olhos com mais intensidade...
- Cuidado... som...- sussurra em seu ouvido.
- Desculpe...-
desmancha-a resto, vestimenta que sustenta e reveste o seu mais intimo.
pôs a mão....
-AH... HU...- lacra mais ainda os olhos...
Ele a marca com beijos,  vagarosos, voluptuosos, beijos...
-veja está rígido...-
Ela suspira...
-Lilium...- olha para ela de forma penetrante, para que a moça leia a alma dele... - Eu te amo...-
- ah...- vira-se para ele, abre os olhos- Ah... Eu Também...-
Laça-a com um beijo, firme, sincero.
permaneciam colados... o som da moça perturbava mais ainda o rapaz.
-não podemos ficar aqui...- ela o olha...
-não há ninguém...-
-mas...- ele a beija...

Subia, de for que mostravam a nudeza da coxas dela...
-Luc...- amassava seus cabelos loiros e lisos...
-Li...- barulhos estranhos saiam daquele corredor, e livros de todos os tipo presenciavam o "Sade".
-Ahh...- o ultimo suspiro dela... abraçava-o intensamente... conseguia sentir a frequência cardíaca dele...
Respiravam de forma que o oxigênio parecia sumir...
Deitado sobre os seios macios da moça pelo qual era enamorado...

-Lucas?-
-oi?-
-presta atenção nessa questão!-
-hum?-
-mas é besta... leso-
Eu pensava - merda... merda...- e aquele arrepio.



 Do silêncio que nós toca
É a forma que  explora
vibrante, estridente, porém marcante
é o beijo do inocente

Talvez tão impuro quanto fosse
o nosso romance que assim ainda é
o teu doce, lábios, doce
insulina me trouxe

morfina, e paralisa o meu corpo
ao fim do nosso doce
és meu amor
pequena, magra, simples amor
a única e sim a morfina que trás
meu amor...