quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O conto de Guerra


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O caus teve início no ano de 2018, nos meus 25 anos, quando meu país declarou guerra aos Nortes Anglos, claro de certa parte burrice nossa, entretanto tínhamos apoio de outras nações que guardam rancor da nação perfeita.

22 novembro de 2017 ocorreu-me conhecer uma mulher, bonita, simples, com uma risada excêntrica como se puxasse todo o ar e ficasse sem ele, cabelos lindos lisos, magra, frágil, não é muito diferente, mas me encantou.

Sonhei com ela varias noites e dias, a observava durante algum tempo, via rindo com os amigos, conversando e até tínhamos amigos em comum, via suas mensagens que pareciam profundas. Ficamos juntos, namoramos, até... Alguém incomodo apresentar-se na vida dela. Não me permito chorar, pois ainda estamos juntos, ou não, mas dói pensar em não estar. 7 meses depois, o Pictória de Latim (meu país) estava em caus, fui chamado para servi minha pátria, coisa exageradamente absurda já que não reconhecemos Pictória como mãe ou pai, entretanto fui chamado o problema que sou filho único e certamente não deveria ser chamado, mas descobri que um menino da família vizinha “pagou” as malas para a França, enquanto eu fui escolhido.
Bateram em minha porta, como se tivessem batendo em aço.
-Lucas Rosseou? Lucas!- batiam estrondosamente-
logo abri – pois não!?-
Dois homens fardados bem posto, barba feita, impecáveis- Esta sendo chamado para servir o Pictória de Latim na guerra...-
-NÃO! MEU FILHO NÃO! MEU FILHO- minha mãe agarrava-me pelo braço- MEU ÚNICO FILHO!-
-Senhora, sentimos muito, mas seu filho sera honrado após a guerra terminar...-
-QUE HONRA? SEU PAÍS NÃO EXISTE HONRA! CARREGAR MEU ÚNICO FILHO?! QUE HONRA HÁ DE EXISTIR?-
-sentimos muito senhora. Venha rapaz pegue apenas documentos necessários de identificação e o que precisar levar.
-LUCAS! Meu filho... estarei aqui o esperando rezarei todos os dias, me envie cartas...-
eu apenas balançava a cabeça... não há o que se entender o que havia ocorrido.

Ela me abraçou beijou minha testa- eu te amo meu filho-
-te amo mamãe- abracei-a com força.

Fui em meu armário, peguei umas cuecas e algumas roupas, minha identidade e minha câmera fotográfica junto seu carregador. Certamente não compreendia o que se passava, minha mãe chorava eu iria embora não sei aonde e a única coisa que eu pensava era Falar com ela...

Ao entrar no carro perguntei a eles se podia falar com mais alguém, eles disseram que não, que não existia tempo. Fiquei calado e apenas encostei no banco e olhei para o lado de fora da janela.
  • É a sua namorada?- Perguntou o outro homem fardado.
  • É...- olhei-o
  • da um desconto para o rapaz, vamos passar lá-
  • está bem, onde ela mora?-
  • aqui perto... - Me deixaram de frente a casa da moça.

Bati em sua porta, sua avó que atendeu, pedi que a chamasse e disse que não tinha tempo, sua avó logo chamou-a.

  • Jéssica!-
  • oi vó?-
  • Lucas está ai-
  • o que ele quer?-
  • não sei disse que estava com pressa-

Jéssica correu até o portão deu um abraço.
  • Oi Lucas?- questionou-o
  • Oi, é que tanta coisa pra dizer, mas não tenho tempo - minhas mãos tremiam como se estivesse morrendo de febre.
  • O que houve? - ela começou a se assustar.
  • Eu vou embora, não sei pra onde, esses homens são do exercito e me convocaram, queria só olhar pra você, sei que não estamos muito bem, mas estou com medo, não sei nem o que devo fazer ou que vai acontecer ai queria pedir-te um favor -
  • como assim lucas? Você não pode é filho único, não pode!- ela se alterava-
  • não importa, minha mãe já falou sobre isso com os homens, mas não deu, enfim não é isso que vim falar contigo- ela me olhava via que estava calmo, parecia que eu estava indo ao dentista, mas eu não sabia de fato a realidade que me ocorria, toda forma não se podia fazer nada apenas aceitar, e era o que a incomodava, eu aceitava tudo, mas são regras e elas devem ser aceitas...
  • queria pedir-te uma fotografia sua...- tiro a câmera do bolso. Ela me olhava, e caia lágrimas.
  • Apenas recordação sabe, como agente não vai bem quero fingir que está para pelo menos lá não me perder no nada- eu sorrir mostrando meus dentes imperfeitos e pequenos.
  • Tem problema?- ela chorava e me abraçava.
  • Não chore se não vai sair feia na fotografia- tirei uma blusa minha da sacola e limpei a sua face.
  • Venha!- me posicionei para tirar uma foto, uma das mãos segurava a câmera e a outra o ombro dela-
  • Sorria Jéss-

Ao sairmos disse-a que tentaria voltar, mas que ela siga sua vida, eu iria tentar voltar e ficar com ela, mas não se sabe o que se pode acontecer. Não a beijei para não deixar grandes expectativas, mas queria e muito...

  • Rapaz sua namorada é bonita, mas achei vocês tão sem graça- ele riu
  • é que estamos brigados – estava olhando a nossa foto na câmera
  • porque?- questionou o homem
  • Sou um pouco ciumento, mas acho também que ela estava cansada de mim. Gostamos muito um do outro, mas não dá certo, eu não me encaixava- sorri
  • acho que vocês não me entenderiam-
  • nossa você é sempre calmo assim?- sorrio o fardado
  • as vezes- desliguei a câmera e observei-os.
  • Lucas fazes o que da vida?-
  • faço medicina, estou no penúltimo período, mas adoro escrever, ler essas coisas. Qual o nome dos Senhores?-
  • Sou primeiro Sargento Robson-
  • E eu sou Sub tenente messias-
  • Prazer senhores...-
  • igualmente-


Após chamar vários homens entre 18 a 40 anos, obvio encontrei de 15 a 17 também fomos a uma espécie de “base”.
Lá passamos uns meses treinando, corríamos de 5 da manha, levantávamos sem escovar os dentes, e eramos surpreendidos por outros Sargentos que achavam que tudo era no tapa, acho que estes ficavam puto com algo e descontavam no seu superpoder em nós soldados.

Passei 4 meses sozinho isolado, apenas mandando cartas a minha mãe e enviando cartas a Jéssica, apenas minha mãe me correspondia. Olhava nossa fotografia na câmera, e quando descarregava ligava o carregado em uma tomada. Apesar de estarmos em 2018 os celulares estavam em fora de área, pois a segurança achava melhor bloquearem as linhas para evitar passagem de informações.

Aprendi a me alimentar na selva, a me proteger, e até matar alguém. Mas nunca entendi o porque de tudo isso.
As vezes passávamos a noite na água fria se roupa, era triste, quem não aguentava era torturado.

Após um ano, os Anglos enviaram misseis que destruiu boa parte das cidades no litoral e iniciaram uma invasão no mar, renderam as tropas no litoral, mataram nossos homens e transformavam nossas mulheres em michelas, o medo estava apenas por vim. Sorte que em uma das cartas pedi para minha mãe sair de casa e ir mais oeste possível longe das costas, pedi também que avisasse a família da moça.

Era tão disciplinado que o capitão junto ao marechal deram-me como braço direito deles, mas não queria sair de perto do Senhor Messias e Robson.

Uma noite exatamente 22 de novembro fui acordado pois tropas inimigas estavam invadindo, cada um pegaram suas armas seus coletes e capacetes eu como sempre carregava a minha câmera, o fuzil e a incoerência de tudo aquilo.
Tínhamos umas bases subterrâneas escavadas por engenheiros da própria cede, eu nunca entendi estamos todos em guerra, mas porque o presidente não vem sujar suas mãos de sangue por nosso Pictori de Latim? Minha cabeça de certo ponto é conflitante, embora o pior não seja isso, ser no momento errado, sempre.

Nos avançamos conseguimos derrotar os invasores e até achamos uns escondidos com medo, meu parceiro de guerra ao acha-los disse:
  • Seus sebosos, merecem todos morrer- cuspia-os
  • por favor não nos mate, eu tenho filhos uma mulher...-
  • não vou mata-los, vou me divertir com vocês-
    Este sargento tinha um sangue tão frio que corria gelo ao invés de linfa. Ele jogava carne crua cheio de vermes para os soldados Norte Anglos, que brigavam feito cachorros, depois os aprisionavam, batiam e no outro dia excitavam-os a brigar por comida, mandando matar um ao outro, aquilo era doentio. Alguns até do corpo deles usavam.

Eu só queria voltar...
Após uns dias achei um velho amigo Victor na Cavalaria Tenente, ele me contava como estava minha mãe e me entregou cartas dela.
  • Sua mãe esta bem enviou-te esta carta-
  • Obrigado Victor-
  • de nada!-
  • Viste Jéssica?
  • Hum... Não, sinto muito...-
  • tudo bem- eu sorri
  • Estas diferente lucas -
  • muita coisa aprendi aqui-
  • não se preocupe, estamos entrando em um acordo, mas parecem que querem nossa mata, e não queremos oferecer-
  • entendo... mas não podiam nos envolver nisto tudo-
  • É infelizmente é assim- ele olhou para mim viu minha expressão sem cor.
  • Lucas já foi se divertir? Com alguém aqui? Saiu? -
  • Não senhor, já me chamaram, mas não os conheço então sempre preferi estar por aqui-
  • Você a ama demais não é?- ele observa-me segurando a câmera com nossa fotografia-
  • É, mas acabou- eu sorri para ele
  • não pense assim rapaz, você é jovem está aqui a quase dois anos, vai encontrar uma moça- ele sorri-
  • Vamos, você pode sair comigo, e eu tenho um presente pra te dar-
  • certo!- Guardei a câmera na minha bolsa e deixei dentro do meu colchão


Ele me levou a um bar, pediu para mim whiskey, conversarmos e rimos, pagou a uma moça para dançar para ele, queria pagar pra mim, mas não o aceitei.

  • Sabe lucas tenho amigos que quiseram vir para guerra apenas para perder um dedo ou uma perna e ficar aposentado, acredita?-
  • sério? Pois estou tentado não perder nada ahahaha!-
  • hahaha! Loucos-

Depois da farra voltamos ao quarto fui atras da minha câmera, desesperei-me.
- Cade? Cade? Cade??? - procurava e não achava
-Atrás disto?- Questiona o Sargento José Siqueira, o seboso, não aguentava olhar para ele-
-sim senhor! O senhor pode me devolver?- questiono todo ereto sem o olhar nos olhos
  • Não-
  • Por favor senhor!-
  • Não Sua BIXINHA!-
  • Senhor apenas quero a câmera senhor-
  • Você sábia que essa moça esta com um outro agora?-
  • não senhor...-
  • pois bem, é verdade e aposto que está na cama com ele agora, um rapaz de cabelos compridos negros chamado William-
  • Não me importo senhor, quero apenas a câmera-
  • não se importa de vê-la com outro Rapaz- ele se aproximou de mim, dei apenas uma engolida na saliva e não o respondi-
  • Não se importa dela está com aquele homem desprezível? Tocando-a-

Novamente engolir...

  • Você é muito otário mesmo, devia é morrer, eu devia era fuder com você e com ela seu pirralho, imbecil- batia em minha cara, e batia batia batia
  • olha o que eu faço com ela!- ele abaixou as calças.
A raiva cresceu tanto, que acertei com um canivete suíço no pescoço.
  • Não se preocupe não vai morrer.- peguei minha câmera e partir
    Após alguns dias os Anglos aceitam o acordo. Ao voltar a minha terra as mulheres os homens felizes e comemorando, festa. Voltei a minha casa, invadida por bandeira Anglo os móveis devastados, após uns minutos achei minha mãe cabelos brancos, magra com a pele um pouco enrrugada, eu chorei e ela também.
    -senti tanta sua falta mãe, te trouxe uma medalha- Retirei a medalha do meu bolso e a entreguei
    - não preciso de medalha, preciso de você bem - me abraçou fortemente

    fui ao meu quarto, coloquei minha farda, minhas roupas em cima da cama e a câmera fotográfica, dei uma olhada, mas não a liguei. Pela primeira vez vi minhas feições depois dos estragos. Pareci mais maduro. Depois de arrumar a casa, organizar as coisas tive coragem para ir na casa de Jéssica.

Ao chegar, na frente eu a vi com um rapaz e com um bebê... E ele não voltou mais.
Sua câmera encheu-se de poeira e nunca mais a usou.