segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Coisas sobre O escritor e Lucas.

estavam no jardim botânico em João Pessoa, vulgarmente chamado de "bica". Lucas e Clarisse encontravam-se próximo ao lago e sentados na grama que ali havia... passaram a contemplar o resto de tarde.
Clarisse olhou um casal que estava em um "pedalinho", aqueles cisne que tem dentro do lago  que casais ficam lá durante um tempo. Clarisse observava atentamente jovens que no meio da água, desfrutavam de abraçados, e  alguns beijos,  isso a deixava extremamente curiosa, o pai notará o olhar da menina no casal e disse.

- Clarisse...-
-ah?-
- Você nunca me viu assim com sua mãe?- ele a olhava...
- Não... na verdade... não me lembro muito da mamãe...- ele a olhava, e notava a vergonha que a filha sentia...
- Não se preocupe, você era mesmo um bebezinho... Mas lembro-me de quando beijávamos assim, ou melhor, eramos mais Delicados...- A menina rir... - Verdade! os jovens de hoje acham que quando mais babado for o beijo, é melhor...- ele sorrir
- Eca papai! que nojo!- a menina faz uma cara feia, e ele rir.
- Um dia você vai ver como isso é bom.-

Clarisse ficou pensativa... e depois questionou...
-Me conta uma historia de vocês dois!-
-Uma historia?-
-Sim!-
-Certo...- ele parou olhou pra o céu fez um bico, soltou um "Ah", do tipo "lembrei"...- Sabe... eu e sua mãe eramos apaixonados desde criança... quando eu tinha sua idade... quantos anos você tem mesmo?- ele rir
- Pai! tenho 10 anos!- ela o olha emburrada.
- Estou de brincadeira!- da um abraço na filha, e volta a contar- Então... quando eu tinha sua idade ou melhor menos, uns 8 anos eu conheci sua mãe, ela era um ano mais velha que eu, estudávamos na mesma escola em salas diferentes, eu era muito imbecil, quando há vi eu simplesmente escrevi uma carta, cheguei perto dela entreguei em suas mãos e corri, acho que ela pensou, "que menino estupido"...-
- Que lindo papai- Clarisse apenas admirava a historia do pai.
- Então no dia seguinte, ela correrá atrás de mim, e me deu um beijo na bochecha, e eu simplesmente... "boiei"- ele rir.
-Papai... agora sei porque o senhor escreve, acho que nenhuma das minhas amigas tem um pai tão lindo como o meu...- Clarisse o abraça.
- Obrigado, e eu acho que nunca fui tão bonito- ele rir- brincadeira, você é a unica filha mais linda do mundo.
-puxei ao senhor!- ela sorri- continua!-
- Bem... Então, depois disso viramos amigos... mas claro sempre tem aqueles garotos mais bonitos na sala e que nunca é você, eles são os populares... e eu era ninguém, lembro que o nome de um deles era Jonathan, nossa eu ficava com muita raiva, porque fazia de tudo para parecer melhor que eu e tentava impressionar Amanda. Mas o tempo foi passando, eu tive que viajar, para outra cidade, por causa da minha avó que ficava doente cada vez mais, então fui morar com ela la no interior de Pernambuco, e lá fiquei um tempo. Estava infeliz, era tudo diferente, mas a minha surpresa era, ela estava lá. Então houve um dia que fomos a sorveteria e começamos a caminhar pela cidade, então fomos para um parque que chamava-se "Parque do Bambum" não era como  aqui, mas valia a pena, foi lá que eu e sua mãe demos nossa primeira "bitoquinha". -a menina riu
- Hahahah! PAI o senhor tem que acabar com tudo!- ela rir.
- Não compreendi.- Lucas rir. e depois de um tempo ele fala... -Sabe Clarisse, sua mãe tinha um dom...-
-Qual?-
- Seus olhos mudavam de cor com seus sentimentos, se estava feliz eles ficavam azuis, triste cor de mel, amando Lilas... ela boa parte do tempo, olhava-me com cor preta e lilas...-
-Preto?-
-É! Preto era quando ela estava com Raiva, fazia tanta raiva, que né você iria entender!- Clarisse riu.
-Eu entendo sim! e muito!- os dois sorriram
- sua mãe era a unica pessoa a me tirar do serio, eu ficava louco! maluquinho.-
- Papai, qual foi a cor que ela teve quando me viu?- ela olhava seu pai fixamente...
- Eu realmente não sei, foi uma cor inexistente, eu diria... Cor de Clarisse Sophia.- ele a olha e sorrir.
- Serio papai?-
- Sim! ela quando viu você, os olhos ficaram cheio de cores, cores... que nunca havia visto em minha vida, e inimaginável...- a menina sabia que o que ele dizia era "absurdo" que fisicamente não seria possível, mas acreditava nele do mesmo jeito...

-Não se preocupe filha, você será igual a ela, seus olhos mudam de cor também, e sua avó é feia!- ele tentou mudar de assunto, pois aquilo o machucava um pouco, então... melhor estrategia foi mudar o assunto.
- não é não!-
- é sim!-
-não!-
-Sim!-
-não!-
-Não!-
-Sim-
-Ah! psicologia inversa! sempre funciona!- ele rir
- o que?- ela fica emburrada e ele rindo.


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